O poder político da Igreja no Brasil de hoje




A religião cristã teve inicio durante o Império Romano. A Igreja Católica começou a se organizar e ganhar força no continente europeu, ela garantia a unidade religiosa, influenciava na política e na cultura. Também controlava a fé, ditando a forma de quase tudo, interferindo na maioria dos assuntos relacionados aos seres humanos do mundo medieval.


Além disso, a Igreja, como instituição mais poderosa da época, passou a ter poder econômico, político, jurídico e social. Possuía muitas terras, devido a doações feitas por fiéis que desejavam “um lugar no céu”, as famosas Indulgências.
Para chegar ao poder político do Brasil, a Igreja teve que passar por um longo processo, que decorre toda a história do Brasil. A Igreja era subordinada ao Estado e a religião dominava as questões sociais, política e culturais. Com a chegada da mentalidade racionalista e iluminista, isso começou a sofrer mudanças.


Grande parte daquele poder visto no medievo, já não existe mais nos dias de hoje, e isso pode ser notado segundo uma pesquisa realizada pelo IBGE entre 1950 e 2002, na qual consta uma significativa  diminuição no número de católicos no Brasil, e o consequente aumento de evangélicos e de pessoas sem religião.


Contudo, o Brasil continua sendo majoritariamente cristão (católicos e evangélicos), e essas duas religiões, católica e evangélica, costumam “unir-se” , quando é necessário se posicionar ,a favor ou contra, em questões morais, como exemplos, o aborto, a união estável de homossexuais e a eutanásia.


Por isto, podemos concluir que, mesmo sendo inferior aos séculos passados, a Igreja continua tendo  bastante influência nas questões políticas do nosso país, o qual situa-se na américa-latina , considerado o local com o maior número de católicos do mundo.


Um exemplo em que podemos perceber claramente o poder da igreja presente nos dias de hoje, foi o caso que fora divulgado no dia 9 de março de 2009, sobre uma menina de nove anos, que ao sofrer estupro de seu próprio padrasto, engravidou de gêmeos e cometeu aborto, devido ao risco de morte.


Canônico que qualquer pessoa que comete aborto esta automaticamente excomungada”.  E com isso, não apenas a menina, mas também toda a equipe médica, acabaram sendo  excomungados. Podemos notar, também, que apesar de terem se passado milhares de anos, a Igreja continua totalmente conservadora, em relação aos assuntos que geram grande polêmica atualmente, em nossa sociedade.


Separamos duas charges que complementam o nosso ponto de vista, na primeira está evidente o tom de ironia usado na placa “Estupra, mas não aborta”, e remete ao exemplo dado anteriormente; a segunda demonstra a supremacia da Igreja em relação a população. Devido ao seu grande poder, todos tinham que estar de acordo com as suas ideias e sem expor seus pensamentos, para que não fossem considerados hereges, e por isso o cidadão pede ao barbeiro que “corte” a sua lógica, para que assim seus pensamentos não lhes traga problema para com a Igreja. 



Democracia Participativa





Na Grécia clássica, eles inventaram um sistema de política no qual apenas os que  eram considerados cidadãos poderiam exercer o voto. Todos podiam discutir, debater, retrucar e treplicar sobre diversas questões.
O poder do Gregos emanava da comunidade, poder para eles tinha sentido equivalente a comunidade, ou seja, eles não tinham um soberano, o poder estava entre eles, todos eram considerados políticos, pois a política já fazia parte de sua natureza.
Ficaram marcados pelo forte desejo de criar debates para discutir os problemas e esses, eram discutidos em um local chamado Eklesia (Assembléia Popular), onde debatiam os assuntos referentes a sociedade, abrangendo todas as questões, no geral.  Essa assembleia popular era composta por aproximadamente seis mil eklesiastas (apenas homens, livres, maiores de 18/21 anos) e todos esses tinham o direito a isegoria – direito a palavra.
Ante posto, não podemos esquecer que essa explicação nos remete a Democracia Participativa, e não a Democracia Representativa. São dois conceitos distintos que são confundidos facilmente.
Na Democracia Representativa, o eleitor elege, através do voto, um eleitorado, e a partir de um compromisso selado, este passa a ser o mediante do povo, o seu soberano.
Já a Democracia Participatia, a qual estamos discutindo, diz respeito ao cidadão ou eleitor que participa diretamente das decisões. Esse tipo de democracia é composta por pontos positivos e pontos negativos, o que acaba influenciando um Estado de adotá-la ou não.
Os prós podem ser brevemente resumidos na tese de que a democracia participativa é considerada um modelo ou um ideal de justificação do exercício do poder político, pautado no debate público entre cidadãos livres e em condições iguais de participação. Não deixa que haja uma divisão de classes, e desse modo, não existirá a subordinação dos mais fracos pelos mais fortes. Ademais, ela oportuniza o cidadão a participar em decisões políticas e tem por objetivo precípuo, corrigir distorções procedimentais decorrentes de vícios eleitorais, logo, não há cumprimento efetivo da Constituição sem a participação da sociedade.
Entretanto, a impossibilidade de implementação de um sistema como esse, nos dias de hoje, é explicada, principalmente, por três razões: o enorme contingente de cidadãos existente em um país, a extensão dos territórios nacionais e, consequentemente, o tempo que seria gasto para que decidíssemos algo.
Posto isto, concluímos que esse tipo de democracia, a participativa, é inviável na realidade dos tempos modernos, e apenas obteve êxito na antiga Grécia.
Dessarte, podemos relacionar esses modos de democracia com os filósofos John Lock e Jean Jacques Rousseau.  Este favorece a democracia participativa, indo contra à representativa, enquanto aquele, ao contrário, se notabiliza por ser contrário a democracia representativa e a favor da representativa, defendendo as liberdades negativas e a representação político-parlamentar.