A Política no cinema

300 de esparta


Sinopse


300 é um relato sangrento da batalha das termópilas, da antigüidade, na qual o rei leoninas ( gerard Butler) e 300 espartanos lutaram ate a morte contra Xerxes ( rodrigo santoro) e seu numeroso exercito persa. enfrentando dificuldades insuportáveis, o sacrifício desses homens levou toda a Grécia a se unir contra o inimigo persa, traçando um marco no caminho para a democracia. inspirada pela obra de Frank Miller, criador de graphic novel sin City, o filme é uma  aventura épica que fala de paixão, coragem, liberdade  e sacrifico, incorporados pelos guerreiros espartanos que lutaram em uma das maiores batalhas da historia. 





Resumo



A história se passa em Esparta na Grécia, onde o governo vigente é uma oligarquia, que tinha como participação do governo os indivíduos da sociedade, por meio das eklesias, porém mulheres, crianças e estrangeiros não tinha direito a participação. 

O rei Leônidas (Gerard Butler) e seus 300 guerreiros de Esparta lutam até a morte contra o numeroso exército do rei Xerxes (Rodrigo Santoro). O filme começa com um locutor espartano contando a vida do rei Leónidas I, mostrando o rigor e a disciplina a que foi submetido durante a sua infância. Aos sete anos, é tirado da sua mãe para iniciar um treinamento de sobrevivencia, a que todos os cidadãos de Esparta precisam passar.


Passados os anos, o locutor conta que um mensageiro persa chega a Esparta e comunica-lhe o desejo de Xerxes em dominar a região - através de um pedido aparentemente inocente de "terra e água". Leónidas, ofendido com tal mensagem, mata toda a comitiva persa e decide começar uma guerra com Xerxes. Porém a influência de crenças e da religião local os imposibilita, pois Esparta estava a celebrar a festa religiosa da Carneia, Leónidas não poderia entrar em guerra, então ele pega 300 homens de sua guarda pessoal e marcha ao encontro dos invasores persas. 

A esposa de Leónidas na tentativa de ajuda-lo, por meio de pessoas de confiança do rei, consegue autorização para falar no conselho e pedir a união da Grécia nesta luta, aliado a isso, o sacrifício e a dedicação dos 300 homens são reconhecidos unindo a Grécia no combate contra o inimigo persa.
Durante o filme podemos ver  que a causa da vitoria final grega são tanto militares quanto políticas, os guerreiros de Esparta eram imbativeis graças ao treinamento rigoroso e a disciplina férrea, muito superior ao dos persas. E, eram homens livres, com direitos políticos ( como o voto) assegurados em suas respectivas cidades, ao contrario  dos persas, que seguiam um monarca que era considerado o representante dos deuses na terra. Sendo assim, é possível de perceber a incrível influência das crenças sobre assuntos políticos como a autorização de envio de tropas à guerra, ou conselhos de representantes de deuses e a confiança de apoio de deuses aos guerreiros, maximizando ou minimizando, a esperança deles.




Política e Poder intimamente ligados.

No dia 16 de março de 2011, foi publicada, no site "Canção Nova", diretamente do Vaticano e traduzida pela CN Notícias, uma matéria sobre política e poder. Como podemos na reportagem a seguir, "Papa explica princípios da relação entre Igreja e política",  esses dois temas são extremamente relacionados.


   Papa explica princípios da relação entre Igreja e política



O Papa Bento XVI enviou uma mensagem ao presidente da Itália, Giorgio Napolitano, por ocasião do 150º aniversário de unificação política do país, que ocorre nesta quinta-feira, 17 de março. A mensagem foi entregue pelo Cardeal Tarcisio Bertone ao presidente Napolitano, na manhã desta quarta-feira, 16.

O Bispo de Roma recordou que o Pacto Lateranense, firmado em 1929, garantiu que a Igreja continuasse a oferecer sua contribuição ao bem comum. Em fevereiro de 1984, foi concluído o Acordo de revisão desse Pacto, que assinalou a passagem para uma nova fase das relações entre Igreja e Estado na Itália.

"O Acordo, que contribuiu largamente para a delineação daquela sã laicidade que denota o Estado italiano e o seu ordenamento jurídico, evidenciou os dois princípios supremos que são chamados a presidir as relações entre Igreja e comunidade política: aquele da distinção de âmbitos e aquele da colaboração. [...] A Igreja é consciente não somente da contribuição que oferece à sociedade civil para o bem comum, mas também do que recebe da sociedade civil".

"O Cristianismo contribuiu de maneira fundamental para a construção da identidade italiana através da obra da Igreja, das suas instituições educativas e assistenciais, fixando modelos de comportamento, configurações institucionais, relacionamentos sociais; mas também mediante uma riquíssima atividade artística: a literatura, a pintura, a escultura, a arquitetura, a música. [...] Também as experiências de santidade contribuíram fortemente para construir tal identidade", salienta o Pontífice.

O Santo Padre afirma que, apesar de o Ressurgimento – movimento na história italiana que buscou unificar o país entre 1815 e 1870 – ter sido contrário à Igreja, ao Catolicismo e também à religião, por complexas razões históricas, culturais e políticas, os católicos contribuíram diretamente para a formação do Estado unitário, como foi o caso de Vincenzo Gioberti, Antonio Rosmini e Alessandro Manzoni, por exemplo.

Referindo-se à "Questão Romana" – disputa territorial ocorrida entre o governo italiano e o papado durante os anos de 1861 a 1929, que culminou na criação do Vaticano, com o estabelecimento do Tratado de Latrão durante o governo de Benito Mussolini – e aos "efeitos dilacerantes na consciência individual e coletiva dos católicos italianos", Bento XVI escreve que "nenhum conflito foi registrado no corpo social, assinalado por uma profunda amizade entre a comunidade civil e a comunidade eclesial. A identidade nacional dos italianos, tão fortemente enraizada nas tradições católicas, constitui na verdade a base mais sólida da conquistada unidade política".

Por fim, Bento XVI disse que a nação italiana sempre teve a honra e o singular privilégio de acolher a sede do Sucessor de Pedro e, portanto, o centro da catolicidade. "A comunidade nacional sempre respondeu a essa consciência expressando proximidade afetiva, solidariedade, auxílio à Sé Apostólica para a sua liberdade e para prover as condições favoráveis para o exercício do ministério espiritual do Sucessor de Pedro, que é Bispo de Roma e Primaz da Itália".

O poder político da Igreja no Brasil de hoje




A religião cristã teve inicio durante o Império Romano. A Igreja Católica começou a se organizar e ganhar força no continente europeu, ela garantia a unidade religiosa, influenciava na política e na cultura. Também controlava a fé, ditando a forma de quase tudo, interferindo na maioria dos assuntos relacionados aos seres humanos do mundo medieval.


Além disso, a Igreja, como instituição mais poderosa da época, passou a ter poder econômico, político, jurídico e social. Possuía muitas terras, devido a doações feitas por fiéis que desejavam “um lugar no céu”, as famosas Indulgências.
Para chegar ao poder político do Brasil, a Igreja teve que passar por um longo processo, que decorre toda a história do Brasil. A Igreja era subordinada ao Estado e a religião dominava as questões sociais, política e culturais. Com a chegada da mentalidade racionalista e iluminista, isso começou a sofrer mudanças.


Grande parte daquele poder visto no medievo, já não existe mais nos dias de hoje, e isso pode ser notado segundo uma pesquisa realizada pelo IBGE entre 1950 e 2002, na qual consta uma significativa  diminuição no número de católicos no Brasil, e o consequente aumento de evangélicos e de pessoas sem religião.


Contudo, o Brasil continua sendo majoritariamente cristão (católicos e evangélicos), e essas duas religiões, católica e evangélica, costumam “unir-se” , quando é necessário se posicionar ,a favor ou contra, em questões morais, como exemplos, o aborto, a união estável de homossexuais e a eutanásia.


Por isto, podemos concluir que, mesmo sendo inferior aos séculos passados, a Igreja continua tendo  bastante influência nas questões políticas do nosso país, o qual situa-se na américa-latina , considerado o local com o maior número de católicos do mundo.


Um exemplo em que podemos perceber claramente o poder da igreja presente nos dias de hoje, foi o caso que fora divulgado no dia 9 de março de 2009, sobre uma menina de nove anos, que ao sofrer estupro de seu próprio padrasto, engravidou de gêmeos e cometeu aborto, devido ao risco de morte.


Canônico que qualquer pessoa que comete aborto esta automaticamente excomungada”.  E com isso, não apenas a menina, mas também toda a equipe médica, acabaram sendo  excomungados. Podemos notar, também, que apesar de terem se passado milhares de anos, a Igreja continua totalmente conservadora, em relação aos assuntos que geram grande polêmica atualmente, em nossa sociedade.


Separamos duas charges que complementam o nosso ponto de vista, na primeira está evidente o tom de ironia usado na placa “Estupra, mas não aborta”, e remete ao exemplo dado anteriormente; a segunda demonstra a supremacia da Igreja em relação a população. Devido ao seu grande poder, todos tinham que estar de acordo com as suas ideias e sem expor seus pensamentos, para que não fossem considerados hereges, e por isso o cidadão pede ao barbeiro que “corte” a sua lógica, para que assim seus pensamentos não lhes traga problema para com a Igreja.